Promover acessibilidade digital. Audima converte texto em áudio facilmente

Criada por brasileira converte texto em áudio com locução natural e permite navegação mais agradável ao diferenciar palavras de imagens.; a empresa nasceu nos EUA, impulsionada no Vale do Silício (Califórnia)

A tecnologia é aliada das pessoas com deficiência e a evolução de recursos, aplicativos e dispositivos amplia a inclusão digital. Ainda assim, para quem não enxerga, o acesso a conteúdos publicados na internet é prejudicado pela ausência de ferramentas com capacidade de entregar ao usuário experiências mais completas.

Várias soluções disponíveis atualmente suprem as demandas de pessoas em busca de informação, mas muitos desses aplicativos não conseguem diferenciar texto de imagem e, por isso, descrevem partes desnecessárias do conteúdo encontrado, o que pode restringir a compreensão sobre o tema apresentado.

É uma dificuldade constante destacada não apenas por pessoas cegas ou com deficiência visual severa, mas também por quem consegue ver e, ao invés de ler, prefere ouvir.

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Para tentar transformar essa realidade, a brasileira Paula Pedroza desenvolveu uma ferramenta – o nome é Audima Site externo – com base em inteligência artificial para converter conteúdos escritos em áudio, com leitura natural dos textos – na primeira experiência você chega a pensar que está escutando uma locução gravada – e a capacidade de diferenciar palavras de imagens, o que resulta em uma navegação mais competente e equilibrada, permitindo melhor compreensão do assunto.

“Sempre aprendi melhor com áudio e gosto de fazer várias coisas enquanto escuto algo”, diz Paula Pedroza, fundadora da Audima. “Comecei a prestar mais atenção nisso quando vivenciei o ‘boom’ do audiobook nos Estados Unidos, uma tendência que ganhou força por causa da proposta de libertação dos devices (dispositivos) e do investimento em tecnologia weareble (vestível)” diz a brasileira

“Com essa experiência, eu percebi que a internet não tem uma solução com a mesma qualidade de som do audiobook”, explica Paula. “Comecei a estudar com profundidade esse tema. Descobri que muitas pessoas com deficiência visual não navegam na web por falta de acessibilidade, mas também há outras que estão em um nível muito básico de alfabetização, não conseguem interpretar um texto por meio da leitura, mas estão bem adaptadas ao áudio”, diz a pesquisadora.

As primeiras ideias para criação da ferramenta surgiram em 2016, ainda em Nova Iorque, onde a carioca Paula Pedroza morava na época. Em setembro daquele ano, por meio de aceleração no Vale do Silício (California/EUA), a empresa Audima recebeu aporte de investidores, além de créditos em tecnologia e serviços de empresas como Amazon, IBM, Google e Facebook, o que ampliou sua visibilidade no mercado e aprimorou sua tecnologia. A solução com o nome Audima foi lançada em abril de 2017.

Como funciona

A implementação da Audima é simples, mas precisa ser feita pelos administradores dos websites, que vão escolher o tipo de voz e a posição da ferramenta na página. O leitor precisa apenas apertar o play.

“O potencial de crescimento e a abertura de novos mercados no Brasil e na América Latina nos motivam a incorporar investidores na Audima. Negócios relacionados a startups têm futuro promissor no cenário global”, defende Paula. “O crescimento desse mercado é alavancado pelo desenvolvimento das tecnologias de computação em nuvem, que reduziram custos e aumentaram a capacidade de armazenamento e de processamento de dados”, diz a fundadora da Audima.

A companhia chega ao Brasil de olho no mercado de geradores de conteúdos e websites de notícias. “Está em desenvolvimento um plugin que poderá ser usado no Facebook”, conta Paula.

Empresas interessadas em implementar a Audima em seus websites, testar a solução e, se houver interesse, pedir orçamento para uso da ferramenta, podem fazer download do aplicativo no link audima.co/startnow/

 

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